Não é sempre que sei o que devo fazer, ou melhor, quase nunca. A certeza se tornou um privilégio em minha vida, tenho sido guiada por impulsos. Não sei até onde irei, não sei em que momento terei que parar ou até que ponto aguentarei lidar com as consequências de meus atos.
Há quem diga que quando você procura algo é sempre mais difícil de encontrá-lo, que você deveria parar e esperar que ele o achasse. Por outro lado, também acredita-se que se você estiver parado não vai tropeçar em nada, não vai achar algo novo, inesperado, algo que também deveria ser seu, não terá surpresas, será totalmente previsível...
Quando saber se devo agir com a razão ou com a paixão?
Quando faço algo movida pela razão, eu ganho a satisfação e nada mais, é como se tudo o que sou fosse mensurado, torno-me mais uma pessoa com olhos distantes e vazios, mais uma pessoa acomodada.
Já quando movida pela paixão, não há controle, não há rédeas, não há medo, porém quando erro, há o arrependimento, e não pode-se fugir, nem dividir esse sentimento. A paixão é inflamável, quando no auge, ela queima seu dono, e caso este não possua a razão, ele continua a queimar, ele só para quando não houver mais nenhuma parte dele que não tenha sido atingida, quando a emoção acaba, quando a paixão se vai...
Sem a razão, a paixão consome, sem a paixão, a razão torna-se mórbida.
Não existem respostas certas para tudo, você só pode seguir...
Eu só posso seguir...