25 de maio de 2010
Distante da luz, da vida, distante da realização...
Perdeu-se no ar, perdeu-se com o soprar do vento, assim como a felicidade e tudo o que se desfaz.
Sem vigor, o Nada não pulsa, não existe.
Sem fôlego, o Nada não respira.
Sem memórias, o Nada não será lembrado, não será e não é nada.
E logo, vieram as lágrimas, por pensar no tempo que jamais voltará, o acontecido que jamais será revivido ou terá seus erros acertados.
Vieram os olhos fúnebres, a fala dissonante e tão pálida quanto sua personificação.
Perdeu-se o desejo, a alegria e o otimismo,
Esqueceu-se a melodia que nunca completou-se, a fala que nunca foi dita,
Morreu ali o sonho.
Após machucar de todas as formas tudo o que pode,
Após envenenar a si próprio.
(O meu mundo é vazio e mudo, como é triste!)
Perdeu-se no ar, perdeu-se com o soprar do vento...
Jamais terá a eternidade, tal como a canção que não foi cantada.
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25 de maio de 2010 às 15:36
Nossa, que lindo apesar de triste.
Escreve coisas tão bonitas.